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Auta de Sousa

Poetisa potiguar (Macaíba, 12 de setembro de 1876 — Natal, 7 de fevereiro de 1901), autora de Horto e referência da segunda geração romântica brasileira.

Retrato de Auta de Sousa

Auta de Sousa

Poetisa potiguar (1876–1901)

Auta de Sousa escreveu poesia romântica com traços simbolistas e alto valor estético, sendo reconhecida como um dos nomes mais marcantes da literatura potiguar.

Órfã ainda criança, foi criada pela avó em Recife, onde recebeu educação rigorosa e aprendeu idiomas, música, literatura e desenho. A tuberculose interrompeu seus estudos formais, mas ela seguiu como autodidata.

Iniciou a escrita aos 16 anos, colaborou com jornais e revistas e publicou seu livro Horto em 1900, com prefácio de Olavo Bilac. Faleceu em 1901, deixando um legado que permanece vivo.

"A maior poetisa mística do Brasil."

Luís da Câmara Cascudo
  • 01

    Origem e formação

    Filha de Elói Castriciano de Sousa e Henriqueta Leopoldina Rodrigues. Perdeu os pais ainda criança, foi criada pela avó e recebeu formação sólida no Colégio São Vicente de Paula.

  • 02

    Vida e escrita

    Participou de círculos literários, escreveu poesia religiosa e romântica, colaborou com jornais como A República e A Tribuna, e assinou textos com pseudônimos.

  • 03

    Horto e legado

    Seu único livro, Horto (1900), teve grande repercussão e várias edições posteriores. A autora é lembrada como referência da poesia mística brasileira.

  • 04

    Homenagens e memória

    Recebeu homenagens póstumas, teve poemas musicados, documentário dedicado à sua vida e mantém presença viva na cultura literária do Rio Grande do Norte.

  • 05

    Presença no meio espírita

    O nome de Auta de Sousa foi adotado por instituições espíritas em diversos estados. Desde 1953, a Campanha de Fraternidade Auta de Souza acontece em centenas de centros no Brasil e no exterior. Chico Xavier publicou sonetos atribuídos à autora em obras psicográficas, como Auta de Souza e Parnaso de Além‑Túmulo.